Resenha: Lodoss Tousenki ─ Haiiro no Majo

artigo

Oi galera, essa resenha atrasou um dia porque a vida é assim, mas hoje vou falar da segunda história de Lodoss War: A Bruxa Cinzenta.

Antes de começar os trabalhos, quero me retratar sobre a qualidade física de A dama de Pharis, que como disse no artigo anterior não possuo. Foi comentado por uma pessoa que tem a coleção física que o papel é de qualidade superior aos utilizados nos outros Lodoss War!

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Apesar de não ser vital, vai ser melhor você ler esse mangá depois de ler o que resenhei na semana passada, A dama de Pharis.

Bom, esse é o segmento da minha jornada pela franquia Lodoss War e a resenha pode conter spoilers depois da sinopse. Não costumo revelar reais eventos chaves, mas em todo caso, estão avisados!

★☆★

Título: ロードス島戦記 灰色の魔女
Volumes: 3
Status: Completo
Gêneros: Shounen, aventura, drama, fantasia
Roteiro: Mizuno Ryo
Ilustrador(a): Ochi Yoshihiko
Ano: 1998
Editora: Kadokawa Shoten
Serializado em: Kadokawa Shoten
Licenciado no Brasil? Sim
Editora: Panini
Ano: 2007
Preço: R$ 10,50

★☆★

Sinopse

A Bruxa Cinzenta conta a história de Lodoss muitos anos depois da grande guerra dos demônios, onde a jovem Flaus e inúmeros outros deram a vida por um mundo de paz. Os seis guerreiros lendários foram os únicos sobreviventes desse combate brutal e agora, mais de trinta anos depois, seguem suas vidas guiados por suas motivações.

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Conhecemos agora o cavaleiro Parn, que parte em jornada em busca de auto aprovação e conhecimento da verdadeira história de seu pai, ex-cavaleiro real de Valis morto em combate. Ele se junta a um grupo peculiar formado por seu amigo de infância Etoh, a nobre elfa Deedlit, o anão Ghin, o ladino Woodchuck e o mago Slayn. Os objetivos pessoais deste grupo os farão lutar em conjunto nesta nova guerra pela unificação de Lodoss, causada por uma antiga história e por uma feiticeira chamada Karla.

★☆★

Canção de um bardo sobre a lenda dos seis heróis; Lodoss War – A Bruxa Cinzenta. vol.1; páginas 7-9.

“A história que conto agora
emociona, mas também confunde.
Um alto preço foi pago para que
pudéssemos estar aqui, lembrando tais histórias.

Cem heróis encontraram
um triste fim na escuridão
das trevas…

…transformando-se em
gelados cadáveres.

Entretanto…

…uma luz iluminou até o mais profundo
poço deste labirinto de sangue e morte;

Sete heróis desafiaram o mal.
Somente seis sobreviveram.

…e assim, o mundo foi poupado.

Um cavaleiro de armadura
branca que porta a espada santa.
Este é Fahn, o Rei de Valis.

Um valoroso guerreiro
que pagou um alto preço
com sua alma ao derrotar
o espírito das trevas…

…Eis Beld, o Imperador das Trevas.

Um corajoso anão, Fleve,
o último rei do Império das Rochas.

Um mago, cujo conhecimento e compreensão
do mundo vão além,
o Grande Sábio Wort.

Uma sacerdotisa que protege
a vida e tudo que a Deusa Marfa representa.
Esta é a doce e determinada Neece.

E, por fim, uma guerreira de poucas palavras…
…que partiu sem revelar seu nome, uma Paladina da Luz.

E, assim, a luz voltou…
…e as trevas partiram.”

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★☆★

Um pouco sobre a história e os personagens

Lodoss War se revela cada vez mais uma franquia de peso e o tipo de leitura que se classifica como must read, algo que um leitor assíduo de mangás e fã de boas fantasias não pode perder.

Durante a leitura destes três volumes eu acompanhei a jornada de Parn e seus amigos assim como o seu crescimento individual e a história não decepcionou, com reviravoltas interessantes e cenas que deixam o leitor torcendo para qualquer que seja o lado que ele torcer.

Uma das coisas boas de Lodoss War é que ela não é uma história de perspectiva fechada, ou seja, que mostra ao leitor que é preto no branco, alguém está certo e alguém errado. Se você busca uma leitura mais próxima de uma realidade, onde certo e errado as vezes tem separações muito tênues e o bem pode fazer tanto mal quanto o dito mal, então essa é a leitura para você.

parnParn é um cavaleiro mercenário sem muita experiência, mas com muito amor pela verdade e justiça. Ele detesta como as pessoas a sua volta zombam da memória de seu pai, que sofreu uma grande punição por partir em combate violando as regras sagradas dos cavaleiros de Vali. Para que consiga se reerguer e se tornar tão forte quanto for necessário para viver a memória de seu pai, Parn resolve que precisa salvar a vila de um ataque de goblins, seres desprezíveis que venderam sua alma para o Deus das Trevas para saquear e matar tudo que veem pela frente. Nosso protagonista quase embarca em uma missão completamente suicida, quando reencontra o amigo de infância Etoh, que após quatro anos de estudo se tornou um clérigo de Pharis, a Deusa da Luz. Juntos eles decidem enfrentar os goblins, apesar de Etoh estar lá mais para combater o espírito aventureiro deveras suicida do amigo antigo. Por sorte, os dois são salvos pelo anão Ghin, que está em uma jornada em busca de Leyria, a filha perdida da sacerdotisa de Marfa e parte dos seis heróis lendários.

the_grey_witch_04_pg_11Graças ao mago Slayn, Parn é curado do veneno das armas dos Goblins e decide que precisa partir em uma jornada para se fortalecer e se provar um cavaleiro decente. Ele pede auxílio de seu amigo Etoh, o mago e o anão e assim, mesmo que por motivos diferentes, o grupo inicial se forma.

Em sua primeira parada eles logo conhecem a nobre elfa Deedlit, que abriu mão da eternidade mística dos elfos pelos perigos constantes do mundo humano e vaga pelas cidades em busca de algum significado maior para tudo. Ela conhece Parn e o grupo e decide acompanhá-los também. Deedlit não entende porque Lodoss precisa ser tão sangrenta, sempre a beira de um colapso total, porque tanto sangue precisa ser derramado e ela teme até mesmo pelo dia em que tiver que derramar o seu sangue.

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Como sabemos, Lodoss é uma terra amaldiçoada criada pelo Deus da Escuridão em sua morte, e que a Deusa Pharis conseguiu proteger um pouco, concentrando o seu mal em uma ilha chamada Morma. E é de lá que o inimigo vem, e ele vem rápido e forte.

the_grey_witch_05_pg_10O antigo selvagem herói da guerra dos demônios, Beld, agora é Rei de Morma e seu reinado é brutal como tudo que existe naquela terra. Seguindo a previsão feita por uma vidente anteriormente e o desejo de Flaus que ele seja um rei capaz de unificar Lodoss e então criar uma terra de paz completa, Beld já perdeu faz muito tempo seu senso de justiça e agora é cego pela unificação de tudo sob o seu poder, não importa o que ele tenha que fazer para tal e isso inclui assassinar o agora rei, Fhan de Valis e ele tem o auxílio de poderosos magos, especialmente a feiticeira Karla.

the_grey_witch_02_pg_27Com o passar do tempo até mesmo um ladino que precisa redimir-se por ter passado vinte anos preso se junta a esse típico grupo de RPG medieval e eles partem de cidade em cidade, enfrentando todo tipo de perigo e desvendando todo tipo de mistério, até o fim da aventura.

Quais as motivações pessoais que juntaram esse grupo em prol de um bem maior? O que é certo e errado? Será que Lodoss está mesmo fadada a crescer e entrar em declínio de modo catastrófico por conta dos Deuses?

Essas coisas, vocês precisam ler para entender melhor.

the_grey_witch_03_pg_18Como de costume, esse mangá é recheado de momentos tensos e nós também vemos muito do que sobrou desses tão ditos heróis. O senso de justiça puro contra o cego é um conflito moral muito presente durante a trama e aprendemos muito mais sobre antigos amigos de jornada também, felizmente, a aventura não termina por aí. Parn e Deedlit seguem em uma outra jornada combatendo mais um mal que perturba o equilíbrio de Lodoss, ou será que eles estão completamente errados em sua perseguição?

Semana que vem falaremos do próximo mangá nessa franquia! Não percam um bom papo sobre ‘A história de Deedlit’.

★☆★

Análise técnica e conclusões

Como vocês bem sabem, eu sou exigente em todos os aspectos de uma obra e infelizmente, esse mangá da franquia me deixou um pouco descontente. Vivi emoções, é verdade. Os personagens me cativaram sim, mas não foi uma ligação muito profunda. Parece que pelos anos em que esse mangá ficou sendo trabalhado, o mangaká perdeu um pouco da paixão pela coisa, afinal, não é um trabalho fácil e isso pode acontecer.

the_grey_witch_03_pg_09Quem como eu é detalhista ao extremo vai se incomodar também com as contradições que ocorrem algumas vezes, mesmo entre um capítulo e outro e também com o modo liberal com que um mangá difere do outro quando menciona eventos do passado. Como eu mencionei, não é completamente necessário ler na ordem que resenho, ela é apenas recomendada, apesar de suas inconsistências. Por outro lado, pode ser algo interno, afinal quantas vezes na história os fatos são repassados e trabalhados até virarem algo completamente diferente do que aconteceu, não é?

Como eu tenho a obra física, vou mostrar pra vocês como ela é no vídeo abaixo. Eu a comprei na loja Nerdz aqui na minha cidade, mas suspeito que ela já andou por muitos sebos antes de me encontrar.

Quanto ao roteiro, ele é compreensível, plausível e interessante sim, apesar das falhas entre as histórias, que como eu havia mencionado antes, considero discrepância interna de uma história que passou de boca em boca durante muitos anos e acabou se desvirtuando no caminho.

the_grey_witch_04_pg_13Os personagens são bem construídos e na profundidade certa dependendo do seu tempo de destaque, mas uma das coisas que senti falta foi a passagem de certas emoções muito fortes durante algumas partes e como o desenho é um pouco pobre nisso também, senti por vezes que estava lendo algo muito automático e mesmo assim, com a parte do leitor de interpretar e dar vida a obra, esse problema é facilmente contornável.

the_grey_witch_12_pg_11_12Por último, vou mencionar uma talvez curiosidade em meio aos leitores, sobre o que mostrei das fichas de D&D dos personagens. Lodoss War foi criado por Ryo Mizuno que originalmente era pra ser apenas um RPG de mesa, isso mesmo! O RPG de mesa acabou ganhando transcrições fiéis das diferentes campanhas sob o nome de As crônicas da guerra de Lodoss (Lodoss War). De transcrições das partidas na revista Comptiq a mangás, jogos e anime, a franquia Lodoss é muito versátil e rica. Apesar de inicialmente obedecer às regras do sistema Dungeons & Dragons (D&D), mais tarde foi preciso deixar isso um pouco de lado durante o enredo, mas é sempre bom conhecer as raízes de algo, não é?

the_grey_witch_05_pg_08O RPG de mesa está ligado a literatura, abordando a parte mais teatral dela, exigindo do jogador e do mestre criatividade, conhecimentos diversos de mundos mil que são criados e também a lógica mão das regras dos sistemas. Como jogadora de RPG de mesa e de fórum, não poderia ficar mais contente em passar isso para vocês. Ás vezes as pessoas tendem a separar uma coisa da outra, como já vimos aqui muitas vezes, mas estão todos unidos de alguma forma.

Deixarei abaixo os links para leitura do mangá em inglês, pois infelizmente outra vez não pude encontrar em PT-BR. Se alguém encontrar, por favor me notifique via comentário, ok? Espero que aproveitem a leitura e que consigam encontrar as edições físicas, vale muito a pena!

Leia aqui em inglês

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Até a próxima, com a jornada da nobre elfa Deedlit e o cavaleiro de pura justiça Parn!

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2 respostas para Resenha: Lodoss Tousenki ─ Haiiro no Majo

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