Resenha: Lodoss Tousenki ━ Deedlit Monogatari

artigo

Oi, pessoal. Mais uma quarta, mais uma resenha! Estamos no penúltimo título da franquia Lodoss War, ou seja, semana que vem acabo essa maratona Lodos e já tenho em mente o que trazer para vocês depois.

Hoje vamos falar da história Deedlit Monogatari, mas se você chegou aqui agora e está meio perdido, confira a resenha da semana passada e a da semana retrasada:

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Como já disse e direi mais algumas vezes, recomendo ler todos os Lodoss em uma certa ordem, mas eu resolvi ler primeiro a história da Deedlit e depois o que aconteceu entre o tempo em que Karla escapou e o que aconteceu anos depois, justamente pela falta de tempo nessa semana para ler seis edições. Espero que entendam e não se chateiem, porque essa história de agora é muito mais leve do que o prequel e acredito que merecemos uma pausa pequena de tanta intensidade.

E vamos lá!

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Informações

Título: ディードリット物語
Gêneros: Shounen, aventura, fantasia, drama, romance
Volumes: 2
Status: Completo
Roteiro: Mizuno Ryo
Ilustrador(a): Yoneyama Setsuko
Ano: 1998
Editora: Kadokawa Shoten
Serializado em: Asuka
Licenciado no Brasil? Sim
Editora: Panini
Ano: 2007
Preço: R$ 9,90

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Sinopse

Alguns anos se passaram desde o desenrolar das aventuras de Parn e seus companheiros em sua perseguição a feiticeira Karla e agora o mago Slayn, Parn e Deedlit, vivem pacificamente em uma vila, como pessoas livres do reino, defendendo sua independência.

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Deedlit é agora parceira de Parn e estes dois grandes heróis de Lodoss vão por seu amor e seus princípios a prova mais uma vez contra as barbaridades do novo reinado e o preconceito extremo dos elfos nobres da floresta sem retorno.

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Sobre a história

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Cada vez que leio um mangá de Lodoss War me sinto diferente. Tanto pelo autor trabalhar com diversos desenhistas quanto pela abordagem de cada uma das histórias. Em A Dama de Pharis eu senti brutalidade, ira, o combate saindo das páginas. Em A Bruxa Cinzenta eu senti a tensão a flor da pele, os perigos evidentes de uma jornada, o temido desconhecido e agora em Deedlit Monogatari, senti a leveza do coração desta jovem elfa nobre, Deedlit (e sim, cento e dezessete anos é jovem para uma elfa nobre) enquanto ela continua a desbravar o mundo dos humanos, agora os protegendo, assim como seu amado cavaleiro livre Parn.

deedlit_s_tale_vol02_chap01_pg_040Depois de tantas guerras, novos reis assumiram e naturalmente não seriam florzinhas amorosas. Marmo está no comando de muitos reinos e os reis responsáveis pelas terras cobram impostos exorbitantes e colocam o povo em condições de vida extremamente miseráveis. Obviamente muitas pessoas se indignam com sua vida, além de que muitas são vítimas de doenças causadas por falta de condições decentes de vida e especialmente alimento. Parn é um dos que se revolta contra o Rei e decide que não irá permitir que os habitantes da vila morram de fome para saciar os caprichos de um rei sádico, então ele liberta essas pessoas e promete protegê-las, junto com sua companheira Deedlit, o mago Slayn e sua esposa Leyria (sim, a filha de Neece da história passada que estava sendo dominada por Karla).

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Enquanto eles fazem o melhor contra invasões e discórdia que são causadas dentro do vilarejo, um nobre elfo chamado Estas aparecem com uma missão: Levar Deedlit para seu lar, para que ela seja purificada da corrupção que conviver com humanos causa. Ela obviamente não quer partir e pede a este elfo meio egocêntrico que observe por um tempo as ações dos humanos, pois, assim ela acredita que ele mudará de ideia e a deixará ficar, porque nem todos os humanos são brutos e selvagens, mas nem tudo dá certo de primeira e até mesmo a fé de Deedlit em humanos é posta a prova.

Enquanto nós aprendemos mais sobre os sentimentos e passado de Deedlit, assim como o ponto de vista dos elfos da floresta sem retorno, também podemos conhecer até mesmo uma meia-elfa chamada Leaf, que vai contar sua história a todos sobre como é possível unir humano e elfo em boa convivência e ser feliz, mesmo que muitos humanos e elfos ainda repudiem profundamente qualquer tipo de união do gênero.

deedlit_s_tale_01_pg_13No volume 1 nós vamos observar o valor dos humanos ser testado em combate e vamos lidar novamente com Parn e seu pensamento super acelerado, já que ele é incapaz de parar e esperar por muito tempo. Vamos ver traição, vamos ver confusão, intrigas, medo. Lodoss War sempre trata de conflito e resolução e nunca trás um resultado de plena felicidade, refletindo o mundo real, onde esse tipo de coisa também é um desejo inalcançável.

Também conhecemos um dos sobreviventes da Floresta sem retorno, o último mago de Kastoll, a lendária cidade flutuante onde a mana corria livremente. Por quinhentos anos ele foi aprisionado naquela floresta, mas agora que tudo que ele conhecia deixou de existir, o que resta a ele? Vingança contra os elfos nobres e sua floresta, é claro.

deedlit_s_tale_02_pg_034Já no volume 2 vamos focar mais em como Deedlit se sente sobre seu povo e os humanos, quando ela precisa que o feitiço da floresta sem retorno, que faz criaturas se perderem eternamente naquele lugar, seja desfeito, para que ela, Parn e um vilarejo inteiro possam escapar da aniquilação pelas mãos de tropas de Marmo.

Não existe muito mais a se comentar sobre a obra e não há necessidade de passear brevemente pelos personagens, já que são os mesmos que vimos antes e eu nunca tiraria o prazer de vocês leitores, de conhecer em primeira mão o elfo Estas e a meia-elfa Leaf.

O roteiro é simples, mas bem estimulante e agradável, e agora podemos passar para os aspectos mais técnicos do mangá.

Tecnicalidades de Deedlit Monogatari e conclusões

Como possuo as edições físicas, fiz um vídeo para falar sobre ele e mostrar aos possíveis interessados em adquirir.

Quanto ao resto, achei melhor que o esperado. Em A bruxa Cinzenta eu não me senti tão cativada, mas na história de Deedlit eu consegui captar muito mais emoção, de todos os tipos. Gostei do traço sim e achei um barato ser de uma mangaká de shoujo, mas gostei principalmente dele não ser super shoujo, como os mangás que vemos dessa demografia, entendem? Manteve o respeito do traço mais realista no visual, que Lodoss sempre teve. Não se compara é claro, com o traço de A Dama de Pharis.

deedlit_s_tale_03_pg_051O roteiro em sua construção e desenvolvimento é bem completo, não deixa a desejar e não tem furos! Essa leitura é muito mais leve, apesar de ter seu peso sim, especialmente quando aborda o preconceito dos humanos com elfos e dos elfos com tudo no mundo que não é elfo.

Acho importante que possamos observar até onde vai essa superioridade que os elfos nobres se impõem. Por um lado é possível compreender os sentimentos dos elfos, que apesar de nunca morrerem de velhice, podem morrer por meios violentos, mas como eles não entram em contato com o mundo fora da bolha deles, acabam causando mais problemas do que resolvendo-os ou pelo menos, tornando muita coisa mais complicada. Os humanos tem bons motivos para odiar os elfos nobres com sua floresta encantada, que por vezes lhes rouba eternamente quem amam e os elfos estão completamente certos em pensarem mal dos humanos, já que as boas pessoas não são comuns de se ver por aí.

deedlit_s_tale_vol02_chap04_pg_135Sempre gosto como Lodoss War não tem um certo e errado preto no branco, pois acaba colocando o leitor numa posição interessante, que torna a leitura bem mais prazerosa e interativa do que apenas acompanhar e se cativar com o que é lido. Até mesmo o dito vilão dessa história, o mago Strall, é um personagem com rancor e desejo de vingança perfeitamente compreensíveis e justificados.

Uma pena que eu não tive tempo e disposição para ler essa semana as seis edições que vem antes desse de duas, mas semana que vem encerramos com ela e vai ser melhor assim.

deedlit_s_tale_03_pg_049Espero que tenham curtido a resenha, qualquer dúvida deixem comentários, por favor!

Fiquem com o link para ler online, infelizmente, não encontrei em PT-BR, então se vocês puderem, aproveitem a leitura!

Leia em Inglês aqui

Semana que vem, falaremos sobre “A lenda do cavaleiro herói”, então fiquem ligados~!

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