Resenha: Anohana

Oi, gente! Primeiro eu quero pedir desculpas pelo atraso no dia da postagem, mas estou procurando um emprego novo -ainda- e também estudando para a prova de sábado, então né? Correria! Mesmo estando bem cansada num geral, eu me puxei a ler um mangá da minha coleção, então na resenha de hoje tem o vídeo curtinho mostrando como está a edição física e se vale a pena adquirí-la, ok?

Depois de muito encarar minha coleção, resolvi terminar uma das histórias campeã de emocionar o povo e levar todos as lágrimas! Hoje vamos ver mais sobre a versão em mangá de Anohana!

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Informações

Título: あの日見た花の名前を僕達はまだ知らない。
Tipo:  Mangá
Gêneros: Comédia, drama, mistério,vida escolar, sobrenatural
Volumes: 3 volumes
Status: Completo
Roteiro: Chou Heiwa Busters
Arte: Izumi Mitsu
Ano: 2012
Editora Brasileira: JBC
Preço: R$ 14,90

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Sinopse

O grupo Super Peace Busters é formado por seis amigos que juraram proteger a paz do mundo, mas ao perderem a amiga Menma, eles não conseguiam mais proteger nem a si mesmos e acabaram se afastando, lidando com a perda a seu modo. Alguns anos depois, o líder do grupo, Jinta Yadomi, começa a ver e falar com o espírito de Menma. Como se já não bastasse isso já ser assustador o suficiente, Menma quer unir todos os amigos novamente para que juntos eles possam realizar o último desejo de Menma e ela possa reencarnar.

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Uma vida é insubstituível

Anohana é uma obra que lida com uma questão muito importante: O que fazer quando se perde alguém que se ama para sempre? Quando crianças, o grupo perdeu a amiga Menma para um acidente trágico e isso os devastou de tal modo, que cada um seguiu o seu rumo. O processo do luto foi profundo e parecia que seria algo eterno, tanto para a família quanto para os amigos que ficaram. A morte de alguém querido é sempre difícil e não existe solução preto no branco para que o processo do luto seja acabado ou burlado. Todos sentem a dor e todos lidam com ela. Talvez vocês estejam familiarizados com as etapas do luto e elas são demonstradas nos nossos personagens ao longo do roteiro.

O líder do grupo, Jinta, acabou se isolando em seu quarto sem fazer nada da vida, mantendo todos os seus sentimentos trancados em seu coração. Para ele a morte de Menma foi sua culpa e como líder do grupo ele que deve carregar todo o peso dessa responsabilidade. Além de perder Menma, Jinta também perdeu sua mãe e isso agravou o seu luto. No fim da vida da mãe, ele não conseguia mais suportar a realidade a qual estava preso e no fim, ele fica nessa aspiral de arrependimento e dor até que Menma reaparece. Apesar dele ter desistido dos estudos e de qualquer outra coisa, seu pai está lá por ele e não tem interesse em obrigá-lo a fazer qualquer coisa, mas sempre cuida do seu filho a sua maneira. A perda da esposa também foi difícil para ele, mas conseguiu seguir em frente ainda mantendo a memória dela em seu coração, como uma força impulsionadora.

Como o único que pode ver Menma, cabe a Jinta também ter forças para sair de sua reclusão profunda e encarar a realidade.

Tsuruko e Yukiatsu permanecem juntos como estudantes dedicados. Os dois sentem culpa pelo acidente. Yukiatsu recorreu a negação da morte da amiga projetando ela nele mesmo enquanto Tsuruko, que sempre foi responsável por apartar as brigas do grupo, se sente culpada por não ter resolvido tudo como sempre fazia e decide continuar seu papel de cuidar dos amigos, principalmente Yukiatsu. Ele ainda tem que lidar com o fato de que Menma só aparece para Jinta e que ela tinha sentimentos por ele.

Podemos dizer que o Poppo passou pelo trauma de um jeito mais intenso que os outros. No mangá, ele afirma ter visto o momento em que Menma foi levada pela correnteza e não pôde fazer nada. Lidar com impotência é algo muito complicado e ele praticou o isolamento como único meio de seguir a vida, mas sempre sem se perdoar por não ter feito nada naquele momento. De baixinho e medroso para um garoto forte e corajoso, Poppo se tornou muito independente e tenta levar a vida numa boa sempre. Quer muito ver os amigos reunidos e é um dos que fica muito feliz logo de cara quando sabe sobre a volta de Menma e uma chance de se redimir pelo que não pôde fazer naquele dia.

Anaru era a rival de Menma no amor, apesar disso não ter tido chance de vingar. Ela também carrega a sua parcela de culpa, como pessoa que iniciou a conversa que levou no fim ao acidente de Menma. Fora isso, Anaru tem que lidar com outros problemas que ocorreram na sua adolescência, mas ao invés de se isolar, ela prefere botar uma máscara e tentar manter uma vida social na medida do possível. É uma das personagens que mais reluta em se reunir com os amigos, já que ainda tem sentimentos por Jinta e acredita um pouco que não mereça esse tipo de oportunidade de ser feliz. Anaru acaba ajudando Jinta a lidar com suas emoções, mas prefere deixar as suas para depois.

A história se resume nos amigos lidando com o que é mencionado acima ao mesmo tempo que precisam aceitar que Menma está ali só para partir novamente. Juntos, eles conseguem descobrir mais sobre Menma, sua família e qual o desejo dela para que possa reencarnar, algo que ela quer muito.

Anohana tem altos valores de amizade e companheirismo, além de podermos acompanhar o grupo lidando com uma perda. Nunca é algo fácil e as vezes é sim algo impossível, mas sem dúvidas, é uma obra que nos emociona muito, pois podemos nos identificar com o que já passamos ou ainda sentir um gostinho do que inevitavelmente passaremos em nossas vidas. Talvez o Super Peace Busters proteja a nossa paz de espírito nessas horas, afinal, é uma dessas histórias para se guardar no coração e que poderão nos ajudar volta e meia, como muitos mangás e animes fazem.

No que diz respeito a qualidade de roteiro do mangá, eu achei um pouquinho mais corrido que o anime. Claro que botar tudo aquilo em três volumes não é algo super fácil, mas mesmo que falte uma coisinha aqui e ali que tem na animação, o mangá não deixa a desejar e não deixa de ser uma obra a se ter com carinho na estante, valendo cada centavo.

Os personagens são igualmente tocantes e complexos como na animação. Sei que muitos não gostam, mas é impossível não comparar. Aproveitando essa parte, o traço é muito bonito e muito similar ao anime também. Gostei muito do modo como foi feita a arte e o carinho que o artista ao desenhar essa história.

Aqui no Brasil o mangá foi trazido pela editora JBC e abaixo eu deixo um vídeo meu mostrando as minhas edições físicas de Anohana!

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Curtiram? Espero que tenha sido uma boa leitura para vocês! Para os que não podem ou não querem comprar o físico, mas mesmo assim desejam ler o mangá, deixo abaixo os links!

Leia aqui em Inglês (incompleto, apenas 2 volumes)

Leia aqui em PT-BR (incompleto, apenas dois capítulos)

Para os que estão curiosos sobre a novel, achei em inglês e PT-BR, mas nenhuma das duas estão completas!

Em Inglês

Em PT-BR

E é isso gente, espero que tenham um bom final de semana e um ótimo fim de semana! Até a próxima, devoradores~!

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