Resenha: Fate/Zero #1

Olá, devoradores! Hoje, eu venho humildemente lhes falar sobre minha visão da light novel de Fate/Zero.

Resenhar novels é um pouquinho mais complexo, leva mais tempo pra ler e essa em especial, demorei meses pra completar a leitura só do volume 1. Não tinha muito tempo de dedicar a um livro, por mais curtinho que seja e por isso demorei tanto pra chegar nessa resenha.

Fico muito feliz de podermos apreciar essa obra maravilhosa aqui no Brasil e acho sim que a editora NewPOP fez um excelente trabalho, erros a parte.

Como eu lembro de ter dito no primeiro post que fiz, lá 2 anos atrás, minhas resenhas e recomendações não são super profundas e em primeiro lugar eu que tenho que gostar, por isso se você aí leu e gostou, que bom! Obrigada por acompanhar o blog durante todos esses anos!

Agora vamos lá conhecer mais sobre a narrativa da quarta guerra do Santo Graal.

Informações

Título: フェイト/ゼロ
Tipo:  Light Novel
Gêneros: Ação, drama, fantasia, romance, sobrenatural
Volumes: 4
Status: Completo
Roteiro: Nasu Kinoko, Nitro+, Type-moon, Urobuchi Gen
Arte: Takeuchi Takashi
Ano: 2006
Editora: Seikaisha
Licenciado no Brasil? Sim
Editora Brasileira: NewPOP
Preço: R$ 24,90


Sinopse

A guerra do Santo Graal, onde o vencedor ganha o direito de ter seu desejo mais profundo concedido pelo cálice.

Uma disputa de vida ou morte entre magos e seus servos, invocados através das eras e conhecidos como espíritos heróicos, que lutarão pelos seus mestres nesta guerra santa, banhada em sangue de inocentes.

O campo de batalha é a cidade chamada Fuyuki e em Fate/Zero, acompanhamos os destinos dos sete magos escolhidos pelo cálice como os capazes de alcançar seu ideal mais desejado.

。✩ ゜

O roteiro inicial

“Depois de sete anos, Fate não é uma série que teve conteúdo finito. Desenvolveu-se e teve como origem diversas histórias abordando diferentes lendas. A história dos mestres que invocam seus Servos com seus feitiços de comando foi desenvolvida em forma de livros, jogos, animações. Talvez “Fate” deixe de ser o nome de uma série e acabe até se tornando um gênero dentro da indústria do entretenimento”.

Janeiro, 2013 – Gen Urobuchi

Gosto muito dessa parte do posfácio do volume 1 da novel e como hoje estarei falando apenas desse volume, achei importante iniciar com essa citação. Fate é uma obra excepcional, não só o Zero, mas falando só nele a sua ideia base é a que mais me atrai da franquia. Eu gosto de como é um conflito entre adultos na sua maioria e em como o clima de Zero é mais pesado e me cativa de uma maneira mais intensa.

Temos todo tipo de personagem em Zero e no primeiro volume somos introduzidos a eles com profundidade. O autor nos guia através das páginas a conhecer um por um dos magos envolvidos nessa guerra de um jeito ou de outro e não só em seu aspecto de mais um escolhido do cálice, nós somos apresentados ao seu lado humano, introduzidos no ambiente em que eles vivem e mesmo que não concordemos em total, somos apresentados e tentados a compreender os seus motivos e seu desejo em obter o cálice e conhecemos inclusive, os futuros magos que lutarão em outra guerra, que não são estranhos para quem acompanhou o fate stay/night.

Neste primeiro volume nós conhecemos de perto o homem chamado Kotomine Kirei, um servo da igreja extremamente fervoroso, mas que nem na religião e nem em outros aspectos da sua vida, encontrou qualquer coisa que lhe satisfizesse. Um homem que serve a igreja envolvido numa guerra de magos pode soar estranho se você nunca viu nada sobre fate, mas isso é um procedimento comum. Como o cálice é um objeto sagrado, dito divino inclusive pelos religiosos, a igreja supervisiona a guerra dos magos com seus objetivos, apresentados ao leitor na narrativa.

O segundo personagem com grande destaque não é como se pensa, o homem que trata diretamente com a igreja, o mago da casa dos Tokiomi e nem os temíveis Matous e seus métodos horrendos de combate e sim um homem que dedicou sua existência a exterminar magos, o assassino de nome Kiritsugu Emiya, que luta nesta guerra sob o nome dos Einzenberns, mas tem seus objetivos a parte disto tudo. Casado com Irisviel Von Einzenbern, os dois conseguem trazer ao mundo uma criança até, mas Kiritsugu é constantemente assombrado pelos seus pecados e o preço dessa guerra, afinal, ele ama a mulher que precisa sacrificar para que seus objetivos se cumpram, já que a família Eizenbern produz seres chamados homunculus, com uma constituição especial para que possa se tornar o centro do cálice sagrado. Muitos criticaram o personagem Kiritsugu durante a exibição do anime de Fate/Zero, mas nunca pensei nele como uma pessoa ruim e sim uma pessoa com princípios tão fortes que tem que destruir a si mesmo e tudo que ama para alcançá-los. Kiritsugu é escravo de seus ideais e a narrativa nos apresenta muito bem o quanto ele sente nojo de si mesmo, o quanto ele sofre com isso e o quanto sente pela esposa e pela filha.

Fate é uma história de pessoas diferentes e deveras desequilibradas a sua maneira que lutam por um poder gigante de poder moldar o mundo conforme sua vontade. Até mesmo nosso servo da igreja Kirei, que é um ser humano completamente desprezível e vazio, se torna o mais perigoso de todos os inimigos numa guerra na qual ele nunca desejou entrar de fato, pois leitores, essa é uma guerra que escolhidos lutam, por vontade própria ou não, esse campo de batalha é feito para os que o cálice considera digno, independente de seu desejo ou sequer conhecimento sobre tudo isso, como vemos no caso do personagem Ryunosuke.

Alianças frágeis, traições, táticas sujas e combates épicos. Fate é feito disso e muito mais. Com uma narrativa poderosa que tem a capacidade de escravizar o leitor, Gen Urobuchi nos apresenta uma história da qual o menos interessante vai ser o final, pois ficaremos a deriva sem aquela escrita. Uma obra que deixa saudades.

O que vai acontecer durante a quarta guerra? Cabe a você leitor desvendar essa trama obscura durante a leitura!

Para os que estão pensando em comprar, como sempre quando eu tenho a edição física, deixo abaixo um vídeo mostrando ela! Apenas o volume 1 sim! Minha sorte com essa edição a parte, a compra é válida e recomendo fazê-la pela loja da editora NewPOP mesmo!

Quanto a outras tecnicalidades, eu diria que defeitos a obra ainda não apresentou. Grandes furos ou grandes descontentamentos também não. O volume um é apenas uma introdução a essa história e portanto, não podemos esperar um desenvolvimento gigante, ainda assim eu fiquei espantada que em menos de 300 páginas eu consegui entender tanto sobre o universo de fate/Zero e as pessoas nele. A narrativa de Gen é sem pressa, detalhista e perigosamente envolvente e eu já me encontro viciada nela.

Por fim, ler Fate não é algo que considero fazer sem estar preparado para o tipo de história que você vai entrar. Sem dúvidas é uma obra épica que ainda vai perpetuar pelas mídias durante anos e espero que se você gostou deste humilde texto, adquira a novel ou a leia online ou ainda, assista a adaptação em anime!

Aos que querem ler online, deixarei os links abaixo:

Leia aqui em Inglês (Completo)
Leia aqui em PT-BR (Incompleto)

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