Resenha: Made in Abyss

Olá, devoradores! Bom ver vocês e melhor ainda é riscar um semestre da minha vida. Essa semana (na verdade, essa tarde) eu li o mangá Made in Abyss e agora vou falar sobre a minha experiência com ele. Talvez vocês também curtam e comecem a ler, talvez esse artigo sirva para poupar a vocês o trabalho de ler e não curtir, né? De qualquer modo, vamos logo com isso!

Informações

Título: メイドインアビス
Gênero: Aventura, drama, fantasia, sci-fi, seinen
Volumes: 5
Status: Andamento
Autor: Tukushi Akihito
Artista: Tukushi Akihito
Ano: 2012
Editora: Take Shobo
Serializado em: Manga Life Win+

Sinopse

Em um planeta onde todo canto já foi explorado pela raça humana, apenas um lugar permanece como misterioso, atraindo todo tipo de gente e gerando todo tipo de lenda, além de claro…conter todo tipo de perigo.

O abismo é um buraco que não se sabe ao certo até onde vai e nem onde acaba, já que geralmente quem vai não pode ou não consegue voltar, devido a sua maldição, mas nem por isso a humanidade desiste de explorá-lo e reaver diversas relíquias de um mundo antigo e desconhecido.

Nossa protagonista, Riko, é uma garotinha estranha que vive arranjando confusão, mas como todo mundo que mora na cidade de Orth, está interessada em escavar pelo abismo até suas profundezas. Um dia, ela recebe uma carta de sua mãe e seu apito de escavadora, anunciando formalmente a sua morte, mas Riko não acredita que ela está morta e sim que está a chamando para a parte mais profunda do abismo e assim, Riko e seu amigo Reg (um estranho menino robô) seguem em uma jornada ilegal por este local onde a sobrevivência nem sempre é possível nem mesmo aos mais aptos.

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A sociedade dos escavadores

Ao ler o material disponível (o mais longe que tem traduzido para inglês é o capítulo 27 do volume 3), é possível entrar em um mundo diferente do nosso, localizado em algum tipo de futuro, especificamente numa parte do planeta onde existe apenas um buraco que nem se sabe o fim e para tal, vários países mandaram escavadores e historiadores para avaliar e conquistar esse local chamado de abismo, mas apenas desbravá-lo já pode garantir a sua morte.

Como é de se imaginar, muitas crianças são órfãs e acabam sendo acolhidos (se tiverem sorte) por um orfanato que treina escavadores desde a infância. Por sinal, o conceito de infância nessa obra é um pouco diferente do que temos hoje em dia. As crianças executam trabalhos perigosos, tem que se virar sozinhas e seguir rotinas de serviços domésticos tanto quanto o seu trabalho, tem que fazer por merecer ter comida na mesa e um lugar para dormir e ninguém as trata de forma muito diferente só por serem crianças, são mais como adultos pequenos que inclusive recebem as mesmas punições por desobedecer as regras do que os adultos e correm os mesmos riscos que eles durante as escavações.

Para se tornar um escavador não é só cair matando no abismo não, você precisa preencher diversos requisitos, passar por muitas aulas e treinamentos para sequer pisar na parte mais de cima do abismo. Tudo começa no rank de sino e é isso mesmo, eles carregam um guizo que sempre fica fazendo barulho, depois você vira um apito vermelho e pode escavar até uma determinada profundidade, realizando determinadas tarefas, depois seguem os ranks: apito azul, apito preto e apito branco, o mais alto. Todos eles tem um limite de escavação que podem chegar exceto os brancos, esses podem ir e vir conforme conseguirem sobreviver. Existe também a chamada maldição do abismo. Você pode descer conforme conseguir sobreviver, mas a subida de volta tem diversos efeitos colaterais desde os níveis mais altos, começando por náuseas de potência variada e outros sintomas que podemos relacionar com os de descompressão sofrido por mergulhadores e afins, mas vamos levar isso a níveis piores e violentos, como sangrar por todos os orifícios e perder sua humanidade, ter sua pele puxada e torcida pelo poder do campo de força do abismo, fora todas as criaturas diferentes e perigosas que habitam o abismo, mas não adianta ficar alerta só contra isso, pois outros escavadores do seu país ou de outro, podem querer te atacar e te matar seja pelo esporte ou para roubar alguma relíquia que você reaveu!

Seja como for, a essa altura eu já expliquei uma boa parte do mundo de Made in Abyss, mas não se preocupe! Existem muitos mistérios a serem revelados dentro dos capítulos possíveis, mas conhecendo o sistema e tendo lido a sinopse, você já pode ter ideia do que esse estranho modo de viver vai nos proporcionar, não é?

Apesar da história lidar com crianças como protagonistas, não quer dizer que vai ser algo leve. Presenciamos muitos momentos gore e bem explícitos e crueldades feitas com crianças apenas por um bem maior de certas pessoas com parafusos a menos.

O roteiro gira em torno das aventuras de Riko, que após receber uma carta de sua mãe das profundezas do abismo assim como o seu apito branco de escavadora, decide que está mais que na hora de ir até o fundo do abismo e reencontrar sua mãe. Em uma de suas explorações anteriores ela e sua turminha que não tem destaque por muito tempo, conhecem um menino robô que chamam de Reg. Ele salvou Riko da morte uma vez com um raio de fogo que atravessou até mesmo as árvores fossilizadas do local, mas após isso ele desmaia e quando acorda, não tem mais suas memórias. De alguma forma, ele tem a grande impressão de ter vindo do fundo do abismo e de ter conhecido a mãe de Riko, entre outros mil conhecimentos sobre os mistérios e segredos deste lugar. Sem saber como ele foi criado, onde ou por qual motivo, Reg decide que não poderia deixar Riko descer sozinha o abismo e lá eles vão encontrar muitas pessoas em quem não podem confiar, muitos monstros que querem devorar eles e muitos desafios entre descidas e subidas.

O enredo tem um enlace perfeito para capturar o leitor, especialmente se você é fã de seinens e da temática de sci-fi. Com seus equipamentos rústicos, porém, avançados para a mineiração e sobrevivência, além da utilização de métodos alternativos para fortalecimento de alguns mineradores, a história vai desenrolando com um fluxo natural, nos banhando com bastante informação sobre seu mundo e o que nos espera a cada camada mais profunda.

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Tecnicalidades e considerações finais

Como vocês bem sabem, não é do meu feitio ficar descrevendo longamente as personalidades e backgrounds dos personagens individualmente, eu analiso eles num geral. Uma das coisas que não gostei muito e espero que mude é que todo mundo que está na superfície ficou para trás completamente. Riko e Reg fugiram e eu aposto que mesmo com as buscas sendo deixadas de lado pelo nível que eles já alcançaram, deviam mostrar as repercussões de seu desaparecimento e entrada ilegal no abismo e o que diabos está acontecendo lá em cima, mas ao mesmo tempo podemos conhecer os diversos personagens únicos que moram nas várias camadas do abismo. O pessoal da cidade tem uma vibe bem mais positiva, conhecemos muitas crianças que já são escavadores do apito vermelho, conhecemos alguns moradores e todos tem essa personalidade positiva e divertida, mesmo falando dos horrores do abismo, o que é um pouquinho perturbador pra quem está lendo, mas tratado com muita normalidade dentro da história. Dentro do abismo aos poucos os personagens que aparecem vão ganhando um tom mais obscuro, até mesmo no modo como falam e agem, absolutamente ninguém é confiável e inocência é algo que até nossos pequenos protagonistas deixam para trás (não que houvesse muito o que deixar para trás), conforme eles descem vão crescendo, evoluindo e mudando dando um excelente desenvolvimento de personagem para Made in Abyss.

Mapa do abismo

O traço é uma coisa um pouquinho mais estilizada que se vê por aí, achei ele de certa forma bem singular e como retrata muitas crianças, elas costumam ter traços mais redondinhos e geralmente suaves para eles, mesmo quando podem estar perdendo os pedaços. A primeira vista o traço é bem enganoso, já que a trama é mais séria e adulta, com mais liberdade visual (é um seinen, afinal) ou também podemos dizer que o traço alivia a história, que é bem sinistra.

Não encontrei nada que me deixou descontente no mangá, mas foi um pouquinho difícil ler os primeiros capítulos com bom entendimento por conta da tradução amadora. É uma das consequências de se ler de scans, nem todos prezam a qualidade, mas não é difícil entender e uns poucos capítulos depois a tradução é normalizada.

E finalmente, adorei o modo como o autor dedicou um bom tempo a desenhar os monstros, plantas e o abismo em si com bastante detalhes e a cada fim de capítulo podemos ver uma criatura ou planta diferente, além de que durante a história temos bastante explicações das condições de vida no abismo, sobre os outros escavadores e muitas outras curiosidades do mundo que nos instigam a desvendarmos sozinhos esse mistério. O que é uma boa leitura sem que nos faça pensar por si próprios enquanto ainda presos em sua teia de magia?

Pois é, se você está procurando uma leitura pra te encantar com seus detalhes e roteiro, então Made in Abyss vai te acertar em cheio com tudo e no fim você vai ficar com sede de mais!

Por último, uma adaptação em anime desta obra será lançada dia 7 de Julho deste ano! Vai ser legal dar uma conferida se você já leu!

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Como sempre, deixo abaixo os links para leitura do mangá que falamos hoje. Também acredito que precisamos de mais mangás assim por aqui, sei que temos um número considerável de seinens e sci-fis, mas nunca acho demais mesmo~

Leia aqui em Inglês

Infelizmente não encontrei em PT-BR ou PT-PT e acho que os scans tem que sair um pouco mais da bolha! Se eu ainda pudesse realizar esse trabalho adorável, com certeza traduziria Made in Abyss!

Vejo vocês na próxima semana com outra resenha! Até lá, devoradores!

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4 respostas para Resenha: Made in Abyss

  1. Lucas Martins de Souza disse:

    Cara eu acabei de dar uma olhada no Manga (Não sei ler Inglês),Mais esse Made In Abyss Vai ter muita Cenas Pesadas Com muito mutilação e Carnificina.
    Porém deixar um Clima de Misterios e Curiosidades Sobre o Manga, Tipo Que criaturas a nas profundesas, quem e o Garoto ou Robo (Reg), Que maldição a por trás do Abyss.

    Curtido por 1 pessoa

    • Lízias Cunha disse:

      Oi Lucas, obrigada pelo teu comentário! Sim o mangá contém algumas cenas levemente gore, mas até onde eu li não tem nada de mais. Com certeza é de deixar todo mundo curioso sobre a origem e motivos do Reg e que outras criaturas habitam o abismo. A maldição já foi explicada nos últimos capítulos lançados ^^

      O mangá vai ser adaptado para anime, então tu vai poder acompanhar a história com legendas em português ^^

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  2. bruno disse:

    Pena que vai demorar para sair a edição física em inglês … esse eu com certeza compraria

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