Primeiras Impressões – Inuyashiki [Sem spoilers]

Olá, pessoal! Devido a uma série de consultas odontológicas na semana passada, não pude fazer minha postagem semanal de uma obra. A anestesia sempre me deixa enjoada e indisposta, mas deixei tudo meio pronto para este momento de qualquer jeito e hoje finalmente chegou a hora!

Semana passada eu li o primeiro volume da edição brasileira de Inuyashiki e do modo mais rápido possível darei minhas primeiras impressões dessa obra maravilhosa!

Informações

Título: 犬舍
Tipo:  Mangá
Demografia: Seinen
Gêneros: Ação, drama, maduro, mistério, psicológico
Volumes: 9 volumes
Status: Andamento
Roteiro: Oku Hiroya
Arte: Oku Hiroya
Ano de publicação: 2014
Editora Japonesa: Kodansha
Revista Japonesa: Evening
Editora Brasileira: Panini
Preço: R$ 13,90

Sinopse

Inuyashiki é um homem que aparenta mais idade do que tem e não tem uma vida muito longe do comum: uma família, uma casa própria e um emprego. Sendo um salaryman, ele não tem a melhor vida de todas e costuma ficar sozinho, completamente desrespeitado e abandonado por sua família. Um dia, Inuyashiki decide adotar um cachorro para lhe fazer companhia. Um belo dia quando ele e Hanako (seu cachorro da raça Shiba) e um jovem estudante estavam observando a paisagem quando algo causa uma explosão no local. Esse algo era uma espécie de alienígenas que discutiam sobre as duas casualidades que haviam causado em seu pouso, os dois terráqueos mortos que precisavam ser reparados mesmo que o planeta já esteja fadado a ser completamente destruído. Enquanto Hanako latia fervorosamente, Inuyashiki e o estudante eram reconstruídos mesmo que apenas externamente.

Nosso salaryman acorda sem saber bem que qualquer coisa aconteceu, mas logo acaba descobrindo que ele não é mais ele mesmo. Será que ainda pode se considerar humano? O que fará agora com suas novas habilidades?

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Impressões

Como um mangá por Oku deve ser, o roteiro sempre vai nos apresentar um cenário exageradamente realista, onde o pior lado da humanidade parece ser o único existente. Claro que existe bondade, mas sempre podemos presenciar tanto em Gantz quanto Inuyashiki, como as pessoas são tremendamente imprestáveis e como isso é algo que silenciosamente aceitamos para que possamos seguir com nossa vida.

O gatilho para o enredo é muito interessante, intriga o leitor e causa uma série de perguntas que ainda não temos respostas, nos deixando ansiosos para o próximo volume. Não poupando mulheres, crianças ou animais, o autor com certeza usará de todo artíficio possível para que o leitor fique chocado e ao mesmo tempo com sede de mais.

Os personagens são reais, interessantes e únicos ao modo que uma pessoa que está do seu lado pode ser. Suas qualidades e defeitos são bem representados pelo autor, ajudando a trama a se entrelaçar e dando ao leitor uma perspectiva mais crua de uma vida escolar, de uma dona de casa e até mesmo de um mendigo. O elemento de ficção científica encontrado na história deve permanecer oculto por mais um tempo, mas dá a história o toque final perfeito, afinal, quem nunca pensou que a Terra iria ser destruída algum dia?

Minha expectativas com relação ao roteiro só aumentam quando o protagonista é um senhor que quer agora ajudar as pessoas e não se sente mais preso a sua vidinha miserável. E o que fará o estudante que estava com ele naquela noite?


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Well, vamos mudar de foco! O traço do mangá é maduro, firme e cativante. O leitor pode realmente sentir nojo e desgosto, assim como compaixão e ligação com diversos dos personagens e seus atos realizados, então nada mais a declarar…o traço só deixa tudo mais intrigante e fantástico.

Finalmente, falemos sobre a edição física! Certamente Inuyashiki causou um alvoroço entre seus possíveis compradores, que esperavam um tipo de tratamento diferente em relação ao mangá, em vista que o papel utilizado é o jornal, que apesar de possível conservar em bom estado por muito tempo, também pede o triplo de cuidados que outros papéis. Mesmo assim, eu adquiri o mangá por gostar do autor, da premissa da história e mal poder esperar para ter em mãos essa edição e as futuras. Achei o preço completamente acessível, especialmente pra mim que consumo quase tudo que sai de todas as editoras. A capa é um toque adorável e no fim, acho que a Panini fez o melhor que pôde para balancear a qualidade do produto e os pedidos do consumidor, afinal, nem tudo pode ser bom e barato né? Acompanhem no vídeo uma amostra da edição física!

Por fim, se você gostou desse artigo e tem condições, apoie o autor e a editora e mostre que títulos como Inuyashiki tem uma forte fanbase aqui!

Obrigada por lerem e até mais tarde nessa semana!

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