Resenha: Hajimete no Gal [16+]

Oi, pessoal! Primeiramente peço desculpas pela semana em falta e o atraso da resenha anterior, então me esforcei pra conseguir terminar hoje a leitura do mangá dessa semana, mesmo estando bem doente.

Essa semana eu resolvi ler o tipo de história que acho legal, mas com um protagonista realmente detestável em todos os sentidos, mesmo assim…vamos ver o que eu achei de Hajimete no Gal!

Como de costume, não darei spoilers, mas aviso que se você está vendo o anime, um amigo me avisou que não tem a ver com o mangá, no sentido que é o anime é muito mais forçado e exagerado, enquanto o mangá é…bem, veremos.

Informações

Título original: はじめてのギャル
Tipo: Mangá
Volumes e capítulos: 4 volumes +, 35 capítulos +
Status: Andamento
Demografia: Shounen
Gêneros: harém, vida escolar, comédia erótica, romance
Período de serialização: 26 de Novembro de 2015 até o presente
Mangaká: Ueno Meguru
Ilustração: Ueno Meguru
Ano: 2015
Editora Japonesa: Kadokawa Shoten
Revista Japonesa: Shounen Ace
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Sinopse

Junichi é um otaku virgem que está tentando fazer de sua adolescência a melhor época de sua vida, como deve ser, mas algo está falando não é? Junichi ainda não tem uma namorada, mas sonha mais do que o normal com o dia que irá finalmente perder sua virgindade! Seus amigos igualmente otakus acabam fazendo com que ele se confesse a uma garota chamada Yame Yukana, uma Gyaru de sua sala! Gyarus são fáceis, não é? Junichi vai descobrir que nem tudo é como nos hentais!

Nem tudo que parece, é

Essa é a frase chave sobre essa obra. Se você entra aqui esperando que Junichi vá transar com toda e qualquer garota só porque ele é o protagonista, você está só meio certo. Junichi realmente sonha em perder sua virgindade, mas ao longo da história esse objetivo vai ficando cada vez mais de fundo para seus fortes sentimentos de amor por sua recém adquirida namorada, Yame-san. O mangá é sim uma comédia erótica com harém e durante o desenvolvimento de seu relacionamento com Yame, Junichi também vai ser abordado por outras gyarus de diversas personalidades, cada uma com sua motivação.

Para começar, Junichi e seus amigos vivem em um mundo praticamente inexistente onde eles acreditam que tudo segue conforme os simuladores de encontro e os pornôs/hentais da vida, mas claro que nem sempre é asssim e isso é uma das coisas que esse mangá mostra. Junichi deixa claro que Gyarus são fáceis e transam com qualquer um, além de serem grossas e muito diretas, o que para ele parecia ótimo já que queria transar logo, mas já diz o ditado que não se deve julgar um livror pela capa e Junichi vai aos poucos descobrindo que Yame-san, apesar de zoar bastante com ele e sua virgindade e o provocar bastante, está fazendo isso por outros motivos, que você vai descobrir lendo.

Esse mangá é engraçado em quase toda sua extensão, mas como toda boa história, ele tem um roteiro bem bolado e apesar de simples e tratar do erotismo, ele também aborda um assunto muito comum que parece preocupar adolescentes pelo mundo todo: a primeira vez. O leitor pode retirar desse mangá boas leituras verticais, como por exemplo: não saia julgando as pessoas por aí só por serem de um determinado nicho, aprenda a dizer não, respeite os sentimentos alheios, respeite o seu corpo e não faça qualquer coisa com qualquer um só por dar na telha, entre outras coisas que você ao ler vai perceber também, afinal cada um vai tirar alguma coisa dele. Fora isso temos mais um mangá que vira um manual de como estragar seu relacionamento, mas isso é graças ao nosso querido protagonista ser o tipico virjão sem noção total do mundo, tão denso que talvez tenha algum dano cerebral que o impede de entender qualquer situação por mais óbvia que seja e…bem, o típico protagonista de harém ecchi.

Mas para aí! Sim, esse mangá também é um romance. Pra quem leu love junkies, que sempre vou citar quando me refiro a esta temática, sabe como funciona, mas ao contrário de lá, Junichi não parece mesmo ter interesse em fazer sexo com outra garota que não sua namorada, a qual ele ama muito e apesar de cair em qualquer armadilha e ser um homem sem qualquer atitude, ele tenta se esforçar para ser um namorado decente (deixemos em meia boca) e Yame também é uma personagem muito interessante, pois apesar de ser uma gyaru, ela não é a imagem de garota promiscua que geralmente se tem em mente quando se fala nesse estilo de vida e sim uma garota que ama seu namorado, cultiva um bom relacionamento e tenta agradar e entender ele da melhor maneira possível e isso envolve claro, um bom serviço a ele com provocações físicas. Ela é de certo modo tímida e ao longo dos trinta e cinco capítulos atualmente disponíveis, vamos acompanhando os seus motivos mais secretos.

Claro, existem outras gyarus que aparecem, afinal o que é um harém sem várias garotas de todos os tipos? O que é uma história de romance sem competição? As outras garotas tem motivações sólidas, personalidades distintas e cativam a seu modo. Algumas você odeia, outras você sente pena e tem aquelas que você quer internar em um hospício também, enfim…de pequenas a altas esse mangá oferece toda a variedade de fetiche que pode fazer mal a um coração de um virgem.

Obviamente que este artigo envolve crítica e outra que tenho sobre ela é a densidade dos personagens quanto as situações impostas a eles. Se o casal fosse realmente processar as informações de acordo, a história teria um final infeliz e realista, então caso isso incomode você também, tente pensar que é uma comédia erótica que envolve romance e sim, ambos se machucam e amadurecem com o tempo, mas as experiências pelas quais passam são um pouco forçadas e bizarras, algo que se fosse verdade, poderia terminar em um amargo fim de uma relação que poderia ser boa.

Infelizmente não possuo a ediçõa física do mangá, até porque ele não foi licenciado nem em inglês, mas ainda podemos dar um pitaco no traço! Eu sou uma leitora de ecchis e hentais sim, desde que tenham algum fundo interessante, uma boa história ou apenas uma boa cena, não precisa ter romance, mas precisa ter aquele “tchan” para que cumpra sua missão ao leitor, então devo dizer que o traço não é dos que me deixou mais contente não. Ele é bonito sim, erótico é claro, as cenas desse tipo são bem desenhadas até, mas ele passa um ar muito artificial, certamente pelos seios altamente exagerados que fazem parte do nonsense dessa história, mas para a comédia ele é perfeito, tem seus momentos com traço diferenciado e puxado para o mais romântico e delicado, para o pervertido e para o completamente cômico, então cumpre seu papel.

Se meus queridos devoradores estão procurando rir e sentir um calorzinho, Hajimete no Gal é uma leitura bem legal que é proveitosa até verticalmente. Claro que nem toda leitura tem obrigação de passar uma moral, mas não é interessante que mesmo um mangá desse tipo faça isso? Que tipo de efeito Hajimete no Gal tem em você, leitor? Espero que descubram acompanhando este mangá, eu sei que eu vou!

Finalmente, vamos aos links de leitura! Lembrem-se de sempre apoiarem seus mangakás quando puderem!

Leia em PT-BR

Leia em Inglês

Espero que aproveitem a leitura e até a próxima, devoradores!

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