Resenha: Shino-chan wa Jibun no Namae ga Ienai

Olá, devoradores! Essa semana resolvi ler algo bem curtinho em função do tempo disponível e da minha disposição. Estou digitando com uma crise bem forte de bursite, então tudo dói muito. Caso algo pareça totalmente bugado aqui no artigo, peço que relevem que em breve eu devo arrumar, já que a dor atrapalha tudo.

Informações

Título original: 志乃ちゃんは自分の名前が言えない
Tipo: Mangá
Volumes e capítulos: 1 volume, 11 capítulos
Status: Completo
Demografia: Seinen
Gêneros: Drama, vida escolar
Período de serialização: 21 de Dezembro de 2011 a 17 de Outubro de 2012
Mangaká: Oshimi Shuzo
Ilustração: Oshimi Shuzo
Ano: 2011
Editora Japonesa: Ohta Shuppan
Revista Japonesa: Pocopoco

Sinopse

Ooshima Shino é uma garota que sofre de ansiedade, o que agrava o seu problema de gaguejar principalmente quando uma palavra começa por uma vogal (como o seu sobrenome). Além de ficar marcada por gaguejar, Shino também troca as palavras que não consegue dizer por outras mais simples e até em outros idiomas, mas algumas coisas começam a mudar na sua vida de colegial quando conhece uma colega que não consegue distinguir os sons de tons musicais, apesar de tocar violão muito bem.

Simples e efetivo

Shino-chan foi esse tipo de leitura para mim, é algo bem simples, abordado sem mistérios num roteiro satisfatório e que apesar disso é efetivo por tratar muito bem do problema apresentado. Ás vezes pode-se sentir a necessidade de mais capítulos para um maior desenvolvimento em alguns mangás, mas Shino-chan não é o caso.

Gaguejar é complicado, ser adolescente também e fazer amigos nessa época só aumenta a equação cujo resultado é caos. Apesar de Shino não sofrer um bullying forte por isso, ela fica marcada como a esquisita da turma e prefere se manter isolada sem ter que falar a menos que seja inevitável, mas logo ela conhece a colega de classe Kayo, que apesar de ser tremendamente grosseira com Shino, acaba achando um ponto em comum que é a inabilidade delas em coisas diferentes. Kayo não consegue cantar muito bem, ela não tem um bom ouvido musical e Shino não consegue falar muito bem, mas tem uma voz cantante excelente e através da música as duas trabalham suas diferenças e desenvolvem uma amizade delicada, que passa por um “terremoto” com a entrada de um novo personagem nela, um garoto da turma das duas que havia anteriormente feito piada com o problema de Shino, mas que na verdade tem sentimentos por ela. Dito isso, a história é como eu disse, simples e efetiva. Ela passa a sua mensagem para o leitor e cada um vai absorver ela em algum nível. Você pode se identificar com qualquer um dos três personagens ou apenas compreender as peculiaridades deles como alguém de fora desse cenário e esse é um dos motivos que me levou a ler e passar a vocês esse mangá.

Alguns devem ter notado que o mangá é do mesmo autor de Aku no Hana, que no seu lançamento em anime causou um alvoroço por conta do gráfico. Eu li Aku no Hana por volta de quando o anime saiu, em 2013, então não me lembro grandes detalhes dessa história, mas as duas tentam comover o leitor abordando problemas de vários graus que os personagens tem e a sua visão do mundo, então se tu gostou de Aku no Hana, dê uma chance a este one-shot.

Sobre o traço, não é nada magnífico, mas precisa? Não. O traço faz juz a história, conversa com o roteiro e cativa o leitor quando necessário em expressões faciais. Não é um traço super detalhista, mas gostei da atenção proposital dada a pronúncia das palavras, no desespero de Shino em tentar se comunicar normalmente e de quando ela finalmente chega no seu limite. A atenção dada a tipografia do mangá é boa e acho que foi bem representada mesmo tendo lido via scanlator (em japonês deve ter um efeito mais interessante).

E por fim, como profissional da área da biblioteconomia, acredito que esse mangá tem uma utilidade se lido na fase da adolescência realmente. Pode haver a identificação, passar uma mensagem boa sobre como lidar com esses diversos problemas e mostrar que mesmo com suas peculiaridades (tanto Shino quanto os outros personagens em destaque), nada impede que levem uma vida como os outros ou até mais interessante. A leitura vertical pode precisar de algum apoio para entrar na mente dos leitores ou ouvintes (caso você decida fazer uma contação desta obra ou apresentá-la para fim de seminário/debate em grupo), mas aposto que vai ser tremendamente interessante ver os pontos de vista de diversos leitores!

Ficamos por aqui galera, mas espero que confiram esse mangá e me digam o que acharam ou se já leram, me digam também! Eu fiz a leitura pelo site mangafox, mas ele está disponível em PT-BR em diversos sites também!

Obrigada por lerem e até a próxima, devoradores!

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5 respostas para Resenha: Shino-chan wa Jibun no Namae ga Ienai

  1. Paulo Emilio disse:

    Lízi, mulher, tava precisando ler algo curtinho mesmo. :3

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  2. Clara Luar disse:

    Adorei seu texto, sucinto mas instigante! Me deixou curiosa para ler esse one-shot ❤
    http://www.gentefazendolivro.wordpress.com

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  3. Assis Zang disse:

    Nossa acabei de ler e gostaria de te agradecer muito por essa dica, me emocionei, esse mangá é incrível, as expressões de Ooshima são muito enfáticas como citaste na análise. Eu gosto muito desse gênero Drama Escolar, sempre abordam situações comuns em nossa vida que nos marcam, eu mesmo já presenciei situações como a da Ooshima e também já fui vítima delas. Seria ótimo se tivéssemos esse título impresso no Brasil, já trouxeram cada bizarrice pra cá, esse título seria d+ acredito que muita gente se identifica com os personagens sitados, soube que estás enfrentando a dor de uma perda por isso lhe desejo toda a força que precisa para superar. Continue a postar artigos ótimos como esse! Espero que eu tenha tempo para comentar, pois ultimamente está difícil lidar com família, trabalho faculdade etc haha! 🙂

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