Resenhando: Full Moon wo Sagashite

Hello, people! Bora falar de um mangá da minha autora favorita de shoujo? A única, a incomparável rainha da Ribon (que agora saiu da Ribon) Arina Tanemura!!

Arina Tanemura fez Full moon wo sagashite como a imensa maioria de suas outras obras: shoujos com romances complicados, uma colher de sopa de tabus, muita fantasia e sobrenatural com temas dark.

Eu tenho a coleção de full moon, incompleta infelizmente. Não irei fazer vídeo, pois como já disse a coleção está guardada por total falta de espaço.

É sempre difícil falar de uma das obras que eu mais gosto, então a postagem hoje vai ser curta.

Informações

Título original: 満月をさがして
Tipo: Mangá
Volumes e capítulos: 7 volumes
Status: Completo
Demografia: Shoujo
Gêneros: Comédia, drama, fantasia, romance, slice of life
Mangaká: Arina Tanemura
Ilustração: Arina Tanemura
Ano: 2001
Editora Japonesa: Shueisha
Revista Japonesa: Ribon
Link do mangá no Anime-Planet

A linha tênue entre a vontade de viver a de estar com quem se ama

Full Moon é uma história publicada em uma revista que tem como seu público-alvo jovens garotas, que ainda sonham e até às vezes vivem um tipo de amor muito imaturo e idealizado. O mangá trata sobre a jovem Mitsuki de apenas doze anos que nunca conheceu seus pais e depois de passar um tempo em uma instituição para crianças órfãs com necessidades especiais, vai morar com sua avó. Mitsuki ama música, mas sua avó odeia pois a música, segundo ela, tirou do mundo tudo que ela mais prezava e por isso ela se empenha muito em manter Mitsuki longe disso. Ela só não precisa se empenhar mais, porque Mitsuki tem um tumor maligno em sua garganta que torna seu sonho de cantar algo impossível. Para completar, seu médico insiste na cirurgia que vai impedir a garota de cantar até baixinho.

Tudo isso muda drasticamente quando dois shinigamis pediátricos atravessam sua parede e acabam ficando surpresos que ela já consegue os ver. Takuto e Meroko comunicam a Mitsuki que ela tem apenas um ano de vida e que eles estão ali para garantir que nada impeça que ela viva, já que cada alma tem seu caminho descrito por forças desconhecidas.

Ao invés de chorar e sofrer pela vida que vai perder, Mitsuki fica estranhamente aliviada, mas não quer ir com arrependimentos. Ela consegue que o shinigami Takuto viole todas as leis possíveis para formar um pacto com ela e assim transformar seu corpo de 12 em um de 16, onde ela é saudável e pode cantar a vontade. Inesperadamente, Mitsuki se torna Full Moon e começa sua estrada até o fim de sua vida e o reencontro com seu primeiro e único amor: Eichi-kun.

Tudo seria flores se a história fosse mesmo assim, mas todas as pessoas estão sujeitas a mudar no curso de suas vidas. O mangá apresenta assuntos muito pesados e difíceis de discutir, como a vida, a morte e principalmente o suicídio. Tudo isso é colocado em um roteiro agridoce que causa diversas emoções misturadas na mente do leitor, além de claro, ser tratado de modo leve. Quando digo leve, quero dizer para todas as idades, sem se aprofundar demais nos dilemas que os assuntos tratados envolvem, mas ainda assim apresentando uma incrível narrativa que consegue ser profunda, obscura e ainda assim mágica e agradável de se ler.

O mangá tem 30 capítulos, então é bem curtinho e mesmo assim conseguimos ter um entendimento perfeito da protagonista e dos personagens secundários. Arina-sensei não costuma deixar ninguém de lado na hora do flashback trágico. Como os shinigamis vieram a se tornar shinigamis, conflitos não resolvidos do passado e até atenção a personagens bem menores na questão importância e tudo isso em apenas 30 capítulos, com uma narrativa fácil de entender, muitos momentos musicais, mas principalmente muito drama sobrenatural!

Full moon wo sagashite foi adaptado para anime também e com um monte de episódios, mas se você como eu também assistiu esse anime, fique sabendo que é bem diferente do mangá e ambos possuem abordagens beeem distantes sobre os mesmos assuntos, sendo que o anime tem um monte de fillers sobre rotinas da cantora que o mangá não cobre. Algumas músicas foram totalmente modificadas e não me recordo da Arina ter ficado tão feliz assim com sua adaptação, em vista que ela não costuma ser consultada nesses casos. Recomendo que todo mundo que gostou do anime dedique umas horinhas a ler o mangá, garanto que mesmo que não deixe de gostar do anime, vai entender melhor a mensagem que a autora quis passar.

O traço é o tradicional traço Tanemura. Olhos grandes, cenas muito brilhantes e expressões hilárias, afinal, é o único alívio cômico que se tem nessa história, as expressões dos personagens sobre poucos momentos mais descontraídos.

Se tu quer acompanhar uma história recheada de dúvidas entre a vida e a morte, leia Full Moon wo Sagashite e depois me conta nos comentários 😉

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