Resenhando: Batuque

Olá, pessoal! Recentemente no Amino vi uma recomendação desse mangá e imediatamente ao olhar o título pensei que seria algo da cultura brasileira. Existem partes da nossa cultura que são muito interessantes, como a arte marcial capoeira e toda a história que a envolve. O mangá de hoje trata exatamente disso!

Enquanto isso aproveito para lembrar a todos que o servidor de Discord do site está de volta, basta ver o post anterior a esse.

E vamos lá falar sobre esse mangá que envolve capoeira!

Informações

Título original: バトゥーキ
Tipo: Mangá
Volumes e capítulos: 5 volumes +, 28 capítulos +
Status: Andamento
Demografia: Seinen
Gêneros: Ação, drama, artes marciais
Mangaká: Sako Toshio
Ilustração: Sako Toshio
Ano: 2018
Editora Japonesa: Shueisha
Revista Japonesa: Shuukan Young Jump
Link do mangá no Anime-Planet

 

Use seu gingado para se encontrar

Apesar de morar aqui no Brasil, não moro num lugar que tenha aderido tanto a capoeira. É bem difícil ver acontecendo casualmente por aí e ninguém fala muito sobre, então quando comecei a ler o mangá eu também não sabia de muitas coisas, como termos e a criação da capoeira, que existem tipos diferentes e outras informações. Foi o mangá que me mostrou isso com muitas explicações detalhadas e corretas (eu fui verificar e tudo bate certinho). O autor foi até a Bahia com seu editor e se aprofundou tremendamente em tudo que envolve a capoeira para então criar um mangá de artes marciais extremamente intrigante que também conta com um roteiro base com muito potencial, porém, como ainda está apenas no terceiro volume, não podemos afirmar que a história manterá seu nível. De qualquer forma, o primeiro ponto importante a ressaltar é esse, o respeito do autor por uma cultura que lhe é totalmente estranha.

Batuque conta a trágica e levemente sobrenatural história de Icchi, que quando bebê foi aparentemente abandonada pelos pais e quase morreu. Agora, no ensino fundamental ela vive com uma família adotiva que se muda muito e nunca lhe permite fazer qualquer coisa que seja divertido e muito menos ter um smartphone. Sua única diversão na verdade era andar de skate, mas isso também acaba quando a escola descobre que ela ia pra lá de skate e seu pai quebra a única alegria da garota. Mesmo assim, essa pré adolescente altamente expressiva não perde o foco. Logo ela encontra alguns amigos e conhece um estranho aparente mendigo num parque que acaba salvando todo mundo de um assaltante, com um estilo de luta nunca antes visto. As palavras dele quando nocauteou o infeliz ficaram na cabeça de Icchi: Rabo de arraia. Obcecada pela incrível demonstração que viu, Icchi (e de arrasto os amigos) vão atrás desse mendigo e aprendem um pouco sobre capoeira. Claro, essa é só a introdução da história, as coisas começam a tomar um rumo mais sério e voltado para as artes marciais depois disso, mas deixo pra vocês conferirem na íntegra 😉

De volta a mais qualidades de um mangá que faz uma troca cultural excepcional, falando de uma coisa que literalmente está do outro lado do mundo, tenho que frisar a parte da tradução. Mesmo no original, termos da capoeira e outras palavras do nosso português foram preservadas. Coisas como rabo de arraia, capoeira, jogo, gingado e tantas outras foram mantidas e contam com uma breve explicação na interação dos personagens mesmo. Além disso, alguns termos de religião também foram usados e são devidamente colocados em total sintonia com as lendas e história da capoeira. Algumas coisas foram sim inventadas pelo autor (o que ele também deixa claro), afinal ainda é uma história fictícia, mas o fato de que personagens falam português brasileiro entre si e que houve a atenção de explicar as coisas é algo a se levar em consideração extrema se tu está em dúvida sobre essa leitura. Não bastasse isso, o grupo que traduziu esse mangá para Inglês (a tradução Brasileira tem apenas 6 capítulos no momento), também adicionou diversos extras sobre capoeira e mais explicações ainda, para todo mundo ficar bem entendido no assunto!

A arte também é sensacional. Ela é cheia de vida, cativante e as cenas de luta não ficam confusas, então temos aí um autor que já sabe lidar com artes marciais e conseguiu mostrar de um jeito bem detalhado os golpes que dá mais destaque. Pra quem já conhece o autor de seu outro mangá, Usogui, já tem uma boa ideia de como funciona sua arte.

Por conta das expressões geralmente exageradas do autor, Batuque é um mangá interessante e divertido de ler. O modo como um personagem é desenhado muda completamente por vezes, se tornando compatível com o tipo de cena e o clima dela. Aos poucos mais personagens vão sendo introduzidos junto com uma breve introdução de suas vidas e objetivos, mas o foco realmente se mantém na protagonista, o que não é nada ruim.

Então, se tu quer conhecer um mangá japonês sobre uma arte marcial Afro-Brasileira, se liga em Batuque!

Vejo vocês na próxima postagem~

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