Resenhando: Houseki no Kuni

Oi, pessoal! Começamos o ano muito bem, pois vou falar de uma das últimas leituras que fiz em 2019! Espero que compartilhem da minha experiência ou que esse post possa servir para deixar vocês curiosos para ler!

Informações

Título original: 宝石の国
Tipo: Mangá
Volumes e capítulos: 10 volumes +
Status: Andamento
Demografia: Seinen
Gêneros: Ação,drama, fantasia, mistério, psicológico, sci-fi, slice of life
Mangaká: Ichikawa Haruko
Ilustração: Ichikawa Haruko
Ano: 2012
Editora Japonesa: Kodansha
Revista Japonesa: Afternoon
Link do mangá no Anime-Planet

Novas formas de vida em um mundo renascido

Quando o primeiro contato com Houseki no kuni é feito, estamos olhando para seres feitos de minerais, com nomes que nem sempre vamos lembrar. Os primeiros personagens que encontramos são criaturas sem sexo que vivem em comunidade, com diversos afazeres e ocasionalmente impedindo que os tsukijin quebrem suas companheiras e as levem para a Lua. Tudo isso enquanto sob supervisão do Sensei, o mineral mais resistente entre elas.

A Lua literal.

Bem, vamos com calma. Enquanto as criaturas humanoides feitas de minerais vivem no planeta Terra, depois que ele foi destruído seis vezes e se recuperou seis vezes (descendo o martelo na sétima e sendo o que é hoje), novas formas de vida começaram a aparecer. Existem os minerais na terra, os Admirabilis no mar e os tsukijin na Lua. Segundo a lenda dentro do mangá, quando o planeta foi quebrado pela última vez, o ser humano se dividiu em três partes diferentes para sobreviver: A carne sobreviveu na forma dos seres do mar, os ossos na forma dos seres da terra e o espírito na forma dos seres da Lua.

Sim, é uma obra cheia de coisas estranhas que por muito tempo parecem não se juntar. O leitor é levado a aceitar o fato de que é assim e é isso mesmo, mas felizmente nosso protagonista (e aqui uso pronome masculino como forma de neutralidade) carinhosamente chamado de Phos (Phosphophylite) foi abençoado com a maldição da curiosidade. A curiosidade matou o gato e despedaçou a pedra, pois Phos se quebra muito fácil e por isso nunca é convocado para lutar os tsukijin…na realidade ele não faz nada, pois também não serve pra fazer nada direito. Durante o desenvolvimento do roteiro, enquanto lentamente a verdade vai se mostrando, Phos passa por uma jornada de mudança. Ele quer mudar para ser forte, para ser útil e no processo de sua mudança, vai descobrindo a verdade.

Outra coisa que Phos descobre sobre sua mudança é que tudo tem um preço, o que vai volta e tantos outros ditados sobre uma espécie de troca equivalente. As gemas tem em seu próprio corpo as memórias armazenadas, então quando elas perdem definitivamente uma parte dele, perdem uma parte de si. A mensagem mais profunda visível no mangá é que mudar dói, faz tu ser diferente, talvez nunca mais será quem foi um dia, mudar é definitivo às vezes, mas mudar nem sempre é pro melhor.

Mais forte, mais rápido, mais inteligente…mas a um grande custo, a jornada de Phos começa a se tornar desesperada, obcecado com a verdade, nada vai impedir ele de saber o que de fato precisa acontecer no estado atual do mundo.

Houseki no kuni é um mangá que trata de muitos aspectos da nossa vida de formas diferentes, geralmente com uma abordagem bem sutil, ele passa de um mangá sobre o cotidiano das gemas enquanto elas sobrevivem  e interagem e rapidamente se transforma em algo muito maior e muito mais antigo que qualquer um ali, lidando com o que é certo e errado, o que é bem e mal e diversas outras pequenas coisas que pode-se notar durante a leitura sem ter que pensar muito longe.

A profundidade de Houseki vai até onde o leitor quiser “cavar”, mas na realidade, as coisas mais importantes estão bem ali na superfície e são de fácil entendimento, apesar da obra ter assumido um tom meio ‘cult’ entre alguns fãs.

Para essa leitora que vos escreve, Houseki é divertido, mas não necessariamente feliz. É uma história que vale a pena acompanhar, dar risadas, ficar ansioso e finalmente saber a conclusão. Atualmente o mangá está entrando em sua última parte ou pelo menos é o que a história mostra.

Sem spoilar coisas muito interessantes de se descobrir sozinho, é isso que tenho a contar sobre a minha experiência com Houseki. Já leu? Pretende ler?

Vejo vocês na próxima postagem~!

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